sábado, 8 de agosto de 2009

No Dia dos Pais


De repente me surpreendo, pai Amigo,
Preocupado com a mensagem de carinho,
De quem, feliz, partilha o teu caminho
E se protege nas vibrações de teu abrigo.

O que fazer na festa deste ano?...
Se pouco tenho para oferecer-te.
Mas, o coração me pede para dizer-te
O quanto te quero bem, respeito e amo.

Amigo certo de toda hora que passa,
Ampara a família, por ela vive e labuta.
Na defesa dos filhos enfrenta qualquer luta,
Cumpre o dever para que o lar não se desfaça.

Nas minhas preces rogo sempre ao Senhor,
Por ti, paizinho, que taciturno ou brincalhão,
Jamais descuida da saúde ou da educação,
Dos filhos que sustentas com tanto amor.

Missionário, tua presença encoraja e acalma,
Os filhos que crescem alegres ao teu lado,
Aos quais te mostras severo e até "quadrado",
Mas, revelando sempre a grandeza de tua alma.

Se, por vezes, me rebelo na falsa ilusão,
É porque não sigo, com discernimento e desvelo,
Os exemplos que me dás, como modelo
E por isso peço-te envolver-me com teu perdão.

Minhas vibrações de gratidão e amizade,
Se elevam sempre em súplica ao Bom Deus,
Para que o Bem seja, nos caminhos teus,
Uma constante benção de muita felicidade!


Fonte: Lúcio Abreu - Nas Pétalas da Inspiração

CORAGEM DA FÉ


Guarda a coragem da própria fé.

*

A existência na Terra é bendita oportunidade de evoluir.

*

Se a provação te visita, recebe-a com paciência.

*

A dor, seja qual seja, é sempre um aviso salutar.

*

Não te marginalizes, caminha adiante.

*

Não existem espinhos e pedras insuperáveis.

*

Quanto possível, auxilia aos companheiros na travessia dos entraves maiores do que os teus.

*

Se agora é o teu momento de auxiliar, é possível que, em breve, venha a surgir o teu momento de receber o socorro alheio.

*

Não te entregues à impaciência; reclamação e azedume são processos de perder aquilo de que mais necessites.

*

Trabalhe sempre.

*

Ainda que as circunstâncias te obriguem a trabalhar pouco, mantém-te nesse pouco, de vez que servir espontaneamente é ato dos mais significativos da Criação.

*

Se te ofendem, perdoa; os agressores não sabem o número das tribulações que os esperam.

*

Haja o que houver, confia na Providência Divina, porque o Senhor que nos sustentou e dirigiu até hoje, nos sustentará igualmente agora, a fim de prosseguirmos colaborando na edificação da Terra Melhor de Amanhã.


Emmanuel

(De "Recados da Vida", de Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos)

sábado, 1 de agosto de 2009

A CONFERÊNCIA


Convidado a fazer uma preleção sobre a crítica, o conferencista compareceu ante o auditório superlotado, sobraçando pequeno fardo.
Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra d'água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.
Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores colhidas de corbelhas próximas.
Logo após, apanhou da sacola diversos "biscuits" de inexprimível beleza, representando motivos edificantes, e enfileirou-os com graça.
Em seguida, situou na mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.
Depois, com o assombro de todos, colocou pequenina lagartixa num frasco de vidro.
Só então comandou a palavra, perguntando:
- Que vedes aqui, meus irmãos?
E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
- Um bicho!
- Um lagarto horrível!
- Uma larva!
- Um pequeno monstro!
Esgotados breves momentos de expectação, o pregador considerou:
- Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Não enxergastes o forro de seda lirial, nem as flores, nem as pérolas, nem as preciosidades, nem o Novo Testamento, nem a luz faiscante que acendi. Vistes apenas a diminuta lagartixa.
- E concluiu sorridente:
- Nada mais tenho a dizer.

(De "Bem-aventurados os simples", de Waldo Vieira, pelo Espírito Valérium)

Selinho


Olá pessoal, ganhei este selinho da amiga Jeanne do blog Doutrina Espírita, espiritismo, estudos e mensagens espíritas.
Fiquei muito feliz e repasso para todos os amigos abaixo e para os que não citei sintam-se presenteados também, obrigada e beijos fraternos

O Sublime Peregrino
Espirita na Net
Luz de Luma
Eu sou espírita
Cris

terça-feira, 28 de julho de 2009

APRENDENDO SEMPRE

Aqueles dias que passei na companhia agradável do Dr. Odilon me proporcionaram muitas lições. É verdade que muito ainda me cabia aprender, todavia, agora, não estava mais assim tão ignorante das realidades da Vida Espiritual nas dimensões em que foram chamados a viver.

Comunicando ao Instrutor o propósito de transmitir aos irmãos da Terra algo do que aprendera, ele considerou:

- Paulino, não há problema, aliás, não é mesmo interessante que a revelação mediúnica se concentre em alguns poucos medianeiros, através das informações de além-túmulo de alguns poucos espíritos. A experiência com a Verdade é inerente a cada um. Lógico que respeitamos os amigos, encarnados e desencarnados, que estejam cumprindo tarefas que lhes foram designadas pelo Alto; no entanto, desde que não extrapolemos, não há nada de mais em comunicarmos aos nossos irmãos do mundo nossas vivências... A revelação da Verdade não pode estar, inteira, nas mãos de um único homem; poderíamos, de fato, compará-la a um imenso espelho que, caindo das alturas, se espatifou em mil pedaços - cada qual recolheu um fragmento, apossando-se, simbolicamente, de um pedaço da Verdade Absoluta... Repito, desde que você, meu filho, se disponha a continuar levando, com sinceridade, aos homens, o fruto de suas experiências na Vida Maior, não vejo qualquer empecilho. Depois da morte, continuamos livres, respondendo, evidentemente, pelos excessos que, por ventura, venhamos a cometer. O máximo que poderá acontecer será suscitar certa discussão de ordem doutrinária entre os companheiros que tenham oportunidade de lê-lo... Todo atrito filosófico, quando respeitoso e isento de qualquer paixão partidária, aumenta a intensidade da luz.

- Mas - redargui - não desejo causar problemas para os nossos amigos, mormente para o companheiro que se dispuser a interpretar-me os pensamentos...

- Não - tranqüilizou-me o Dr. Odilon -, não se preocupe, Paulino. Os que se consagram ao bem precisam estar conscientes que, por enquanto, toda tarefa nobilitante encontra opositores no mundo. Isto é da Lei! Só não são incomodados os que se acomodam; os que ousam avançar padecerão os constrangimentos naturais da jornada pioneira que empreenderam... Sempre foi assim e assim há de ser por muito tempo ainda. Quem cultiva rosas está exposto aos espinhos, você não acha? É possível que alguém não concorde com as suas anotações, as quais, em suma, refletem o que temos conversado. Respeitando os que não nos aprovem, estaremos no direito de solicitar a eles que nos respeitem o pensamento. Que Deus abençoe o seu esforço e lhe dê forças para prosseguir!

Despedi-me do Dr. Odilon com lágrimas nos olhos. Para mim, ele se constituíra um verdadeiro pai no Mundo Espiritual. Apesar de suas múltiplas ocupações, sempre encontrava algumas horas para dedicar-se ao diálogo comigo, e não apenas comigo mas com diversos outros jovens desencarnados interessados em aprender um pouco mais.

Agradecendo a ele pela generosidade, notei quando se afastava, falando-me com o seu inseparável sorriso nos lábios:

- Até breve, Paulino! Até o nosso próximo encontro!

Em silêncio, contemplei as estrelas que tremeluziam dentro da noite, e eu, que estava aprendendo a orar, agradeci a Deus pela santa e bendita oportunidade de servir, algo fazendo, depois de "morto", em benefício dos que vagueiam no mundo, sem conhecer o caminho!...

(De "Vida Sem Fim", de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Paulino Garcia)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Os animais


Os animais tem sentimentos de amor, saudade, ódio, entre outros, mas sobre as causas de suas dores encontrei um texto que vai esclarecer mais sobre o assunto:

— E dor nos animais? Não tendo inteligência, livre-arbítrio ou consciência, suas ações, necessariamente instintivas, apenas visam a sobrevivência. E em assim sendo, como lhes imputar culpa e o respectivo resgate?
Partindo da premissa de que Deus é a Perfeição Suprema e o Amor Absoluto, em nenhuma hipótese poderíamos aventar a menor possibilidade de que isso consista injustiça ou equívoco da natureza.
Outro tem que ser o enfoque.
Aqui, entra em cena a condição esclarecedora do Espiritismo.

Vamos nos demorar mais um pouco nas reflexões sobre a dor, de modo geral:
a. Em “A Gênese”, Cap III, Allan Kardec filosofa com grande profundidade sobre o bem e o mal, analisando detalhadamente sobre instinto e inteligência e, particularmente, sobre a “destruição dos seres vivos uns pelos outros”. No item 21, esclarece que “a verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo”. Aqui, já temos conteúdo suficiente para refletir que danos físicos que destruam a matéria, isto é, dos quais resulte a morte, não destruem o espírito (naturalmente, revestido do perispírito, que os animais também os têm, embora de matéria mais rudimentar que a humana).
Prossegue Kardec, agora no item 24: “nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, em os quais a inteligência ainda não substituiu o instinto, a luta é pela satisfação da imperiosa necessidade — a alimentação; lutam unicamente para viver; é nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para a vida”.
b. O Espírito Emmanuel nos esclarece, de forma a não deixar quaisquer dúvidas, que a dor representa aprendizado, constante da trilha evolutiva de cada ser vivo, rumo à evolução; essa informação é textual, cristalina e não deixa margem a derivações filosóficas. Ei-la:
“Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão-somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se, também, angariando os recursos preciosos para obtê-la.
Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se.
Espírito algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível.
O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio.
Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos no domínios da evolução”.
(O REFORMADOR, Junho, 1987 - FEB).
Assim, mesmo que para muitos de nós tal seja penoso aceitar, prudente será refletir muito sobre o tema e sobre o quanto ainda ignoramos das coisas de Deus; alenta-nos considerar, com veemência, que o Pai jamais abandona qualquer dos Seus filhos. Com essa certeza, fica afastada, "ab initio", que a crueldade que vitima animais seja indiferente à Vida e ao Amor de Deus, presente no infinitamente perfeito Plano da Criação.
c. Juvanir Borges de Souza, em “Tempo de Renovação”, Cap 20, pág. 164, Ed.FEB, 1989, arremata: “para bem compreendermos o papel da dor será necessário situá-la como a grande educadora dos seres vivos, com funções diferentes no vegetal, no animal e no homem, mas sempre como impulsionadora do processo evolutivo, uma das alavancas do progresso do princípio espiritual” (grifamos).

Diante das assertivas acima, refletimos:
- animais sofrem para que registrem em sua memória espiritual, eterna, que a dor dói, é ruim; assim, ao evoluírem, alcançando a inteligência, já trarão na bagagem cognitiva, que a dor deve ser evitada - a própria, por auto-preservação e a do próximo, por ser esse um dos conselhos de Jesus para a evolução espiritual;
- nada nos impede de considerar que a dor, nos animais, completado o aprendizado, não mais se repetirá, sendo muito provável que ao desencarnarem, seja em que condições sejam, o sofrimento é interrompido no ato da desencarnação e sob patrocínio caridoso dos Missionários do Amor Eterno;
- aliás, não cremos que seja necessária mais de uma experiência dolorosa, para fixação do aprendizado; como existem milhares de espécies e milhões de moradas no Universo, há grande probabilidade que os animais percorram muitos desses mundos, em corpos adequados, acumulando experiências;
- como a restauração perispirítica é uma realidade do Plano Maior, nada nos impede também de imaginar que os perispíritos dos animais, se danificados, ali serão recompostos por Geneticistas Siderais, os mesmos que promovem as modificações tendentes à escala evolutiva da espécie (vide “A Caminho da Luz”, Cap “A Grande Transição”);
- se animais forem "anestesiados" por Espíritos Protetores, na hora do abate, para evitar a dor, ali não ocorreria fixação do aprendizado evolutivo; contudo, nada nos objeta raciocinar que em muitos, muitos casos mesmo, isso ocorra, porém em outras circunstâncias; por exemplo: quando a crueldade humana esteja presente, infligindo sofrimento a animais cujo programa reencarnatório não o previa;
- aos Espíritos que amam os animais, a eles provavelmente é delegada a função de orientar as espécies animais quando no plano espiritual e de os proteger, quando no material; neste, fazem-no com abnegação e amor, criando "habitats" e mantendo os ecossistemas; assistindo-os nos momentos difíceis pelos quais passam; consideremos, por exemplo, que quando um predador de grande potencial ofensivo (nunca se esquecer que foram os Promotores da Vida que disso o equiparam...) ataca uma indefesa presa (também de organismo engendrado pelos Guardiões da Vida Eterna), Deus está presente num e noutro animal; pela Lei do Progresso, certamente, no avançar do tempo, os papéis talvez sejam invertidos, após o que, ambos já terão em sua memória espiritual tal lembrança (automatismo biológico-espiritual); atingindo a razão/inteligência, só cometerão violência por auto-decisão, a bordo do livre-arbítrio; e, a partir do livre-arbítrio, a evolução passa a ser balizada pela Lei de Causa e Efeito - Ação e Reação.

Por oportuno, vejamos alguns trechos das sempre elucidativas instruções de Allan Kardec, Espírito, clareando o assunto, através mensagem contida em “O Diário dos Invisíveis”, psicografada por Zilda Gama (p. 73 a 75 da 1ª Ed., 1927, Editora O Pensamento):
(...)
“Bem sabeis que a dor, física e moral, é a lixívia que alveja a alma enodoada do ser consciente e responsável por seus atos; é a lâmpada que a inunda de luz, tornando-a eternamente radiosa.
(...)
Se só o homem fosse suscetível à dor e às enfermidades e os irracionais tivessem os organismos imunes ao sofrimento, insensíveis como o aço, romper-se-ia o elo que os vincula pela matéria, que é semelhante em todos os animais.
(...)
Os animais, quer os de constituição semelhante à do homem, quem os de organismos imperfeitos, não padecem, como os racionais, unicamente para progredir espiritualmente, pois são inconscientes e irresponsáveis, mas Deus, que tudo prevê, não os fez insensíveis à própria defesa e conservação, como meio de serem domesticados, tornando-os úteis às coletividades.
Um cavalo que fosse indiferente à dor seria capaz de precipitar-se, com o cavaleiro, ao primeiro abismo que se lhe deparasse, tentando livrar-se da sela e da carga importuna que lhe tolhem os movimentos, privando-o de viver às soltas pela vastidão dos prados ou à sombra das florestas. Por que recuam, temerosos, ante a ameaça de um calhau ou de uma farpa, um cão ou um touro enfurecido? Com receio do sofrimento que teriam se fossem por eles atingidos
(...)
Os irracionais necessitam da dor, para que possam, em estado de liberdade, defender a própria vida, temer as sevícias, sofrear os impulsos ferozes, procurar repouso e alimento, tornar-se menos perigoso ao homem, manter o instinto de conservação, que não teriam, se os seus corpos fossem desprovidos de sensibilidade. O homem progride mais pelos padecimentos morais que pelos físicos; nos irracionais predominam estes sobre aqueles.
(...)
A dor é útil aos animais para que os fracos e pequenos se defendam dos fortes e cruéis, procurando esconderijos inacessíveis a seus adversários nas furnas ou nas mais altas frondes”.

Fonte: http://www.feal.com.br/colunistas.php?art_id=11&col_id=31

NA SEARA


Na seara espírita onde foste chamado a servir, não critiques os

companheiros, mesmo quando estejais a sós com alguém de tua inteira

confiança.

Evita fomentar conversações inúteis, promotoras da desunião e da

desconfiança.

Se te encontras imbuído do propósito de auxiliar, não apontes erros nos

outros.

Não te esqueças que cada um deve colher os frutos de sua própria

experiência e não queiras substituí-los no aprendizado que se lhes faz

necessário.

Recordando a ti mesmo o quanto já te equivocaste, exercita a

paciência e a compreensão para com aqueles que não te escutam os alvitres.

Valorizas os companheiros, destacando-lhes o esforço e a boa

vontade nas tarefas que desempenham, sem exigir deles a perfeição que

também não podes oferecer.

Não permitas que os assuntos levianos se alastrem no grupo a que

pertences, minando-lhes as bases com a infiltração da intriga, que acaba

por derrubar as mais sólidas construções de fraternidade.

Quando não tenhas o que conversar, relativamente às tarefas em

pauta, antes que o tema descambe para a maledicência, provoque o diálogo

em torno de uma das lições da Doutrina, canalizando as tuas idéias para o que

seja proveitoso.

Educar a palavra é educar a alma em profundidade.

Se foste chamado a dirigir um grupo de amigos vinculados ao

Espiritismo, reflete na responsabilidade de que te encontras transitoriamente

investido e procura mantê-los unidos através do teu exemplo.

Não cultives preferências por este ou aquele.

Divide a tua atenção e o teu carinho, por igual, com todos eles.

Aprende a ouvir, para que saibas falar.

Lembra-te de que um dos maiores problemas que Jesus enfrentou,

para nos ensinar o seu Evangelho, foi o do relacionamento entre os irmãos

que lhe constituíam o colégio apostólico.

Não alimentes aversão por quem pensa diferente de teus pensamentos.

"Quem não é por nós, é contra nós; e quem conosco não ajunta, espalha."

Não te arvores em juiz de quem quer que seja.

Os Espíritos Superiores que ditaram a Doutrina a Allan Kardec

agitam quase que em completo anonimato, assinando as mais belas

páginas apenas como "Um Espírito Familiar", "Espírito Amigo", "Guia

Protetor", "João", "Lázaro", "Cáritas", "Simeão"...

Afastemos o personalismo de nossas cogitações.

Não queiramos ser o que sabemos que não somos.

Impessoalizemo-nos.

Quando não possas concordar com a orientação doutrinária deste ou

daquele grupo, que acredita estar no caminho certo, ou quando ainda não

consigas entender o posicionamento deste ou daquele companheiro de ideal, que

defende firmemente o seu ponto de vista, silencia e espera.

De tua parte, sê sempre aberto ao diálogo, fugindo ao extremismo das idéias.

Se assim o fizeres, certamente errarás menos e colaborarás de forma mais

eficiente na construção do Reino de Deus sobre a face da Terra.

(De "Seara de Luz", de Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Irmão José)