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sábado, 21 de novembro de 2009

O mais importante


Provavelmente você estará atravessando longa faixa de provações em que o ânimo quase que se lhe abate.

Crises e problemas apareceram.

Entretanto, paz e libertação, esperança e alegria dependem de sua própria atitude.

Se veio a colher ofensa ou menosprezo, você mesmo pode ser o perdão e a tolerância, doando aos agressores o passaporte para o conhecimento deles próprios.

Se dificuldades lhe contrariaram a expectativa de auto-realizaçã

o, nesse ou naquele sentido, a sua paciência lhe fará ver os pontos fracos que precisa anular a fim de atingir a concretização dos seus planos em momento mais oportuno.

Se alguém lhe impôs decepções, o seu entendimento fraterno observará que isso é uma bênção da vida imunizando-lhe o espírito contra a aquisição de pesados e amargos compromissos futuros.

Se experimenta obstáculos na própria sustentação, o seu devotamento ao trabalho lhe conferirá melhoria de competência e a melhoria de competência lhe elevará o nível de compensações e recursos.

Se você está doente, é a sua serenidade, com a sua cooperação, que será base essencial de auxílio aos médicos e companheiros que lhe promovem a cura.

Se sofre a incompreensão de pessoas queridas, é a sua bondade, com o seu desprendimento, que se lhe transformará em arrimo para que os entes amados retornem ao seu mundo afetivo.

Evite as complicações de rebeldia e inconformidade, ódio e inveja, egoísmo e desespero que apenas engrossarão o seu somatório de angústia.

Mudanças, aflições, anseios, lutas, desilusões e conflitos sempre existiram no caminho da evolução. Por isso mesmo, o mais importante não é aquilo que aconteça e sim o seu modo de agir.

André Luiz (Chico Xavier)

(De "Na era do espírito", de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos diversos)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

CARIDADE E EVOLUÇÃO


Caridade também progride.

A princípio é pão que sacia a fome, agasalho que protege. A criatura fixa o semelhante padecente e desperta, súbito, o instinto de solidariedade.

Percebe, por intuição, que amanhã é possível esteja sob o mesmo fogo de prova e aparece a generosidade louvável conquanto meio egoística, de vez que ajuda a outrem pensando em si.

Essa beneficência que habitualmente opera com a sobra das sobras assemelha-se a instituto individual de resseguros contra a necessidade, porquanto aquele que auxiliar, após garantir-se como pode, atenua os riscos da existência diligenciando capitalizar gratidão e serviço em outra pessoa.

A caridade, à medida que se dilata e alteia na compreensão de alguém, alcança processos evolutivos inimagináveis, por transferir-se do campo externo onde campeia, franco, o jogo dos interesses humanos, para os domínios da compreensão pessoal.

Atingindo o território íntimo, não é mais conveniência, convertendo-se em luz. Luz de amor e visão integrando a alma com os objetivos supremos da vida.

Aí, a caridade não é tão-somente o gesto de dar o bem, materializado em prendas que favorecem o corpo transitório, mas, acima de tudo, é a decisão de dar-se para o bem de todos, expresso em sacrifícios espontâneos, menores e maiores, a fim de que estabeleçam os bens imperecíveis.

Chegada a esse ponto, a caridade é a força com que apagamos a labareda do ressentimento ou da revolta à frente da traição ou do insulto.

É a serenidade com que sorvemos o cálice envenenado que a crueldade ou a calúnia nos levam até a boca.

É a bênção muda do coração que espera o entendimento novo dos seus próprios carrascos, bendizendo-lhes os golpes.

É a resolução de servir sem a mínima exigência àqueles mesmos que se acham incapacitados para compreenderem, de pronto, os benefícios que recebem, espancando, muitas vezes, as mãos que os ajudam.

Caridade! Caridade! Se a possuis, dando de ti próprio com tudo aquilo que podes dar, sem a menor ideia de reconhecimento ou de êxito, estarás penetrando, desde a Terra, no futuro da vida, porque, mesmo que não saibas viverás praticando a caridade de Deus.

(De "Sol nas Almas", de Waldo Vieira, pelo Espírito de André Luiz)

sábado, 5 de setembro de 2009

CHAVES LIBERTADORAS


DESGOSTO
Qualquer contratempo aborrece.

No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.

OBSTÁCULO

Todo empeço atrapalha.

Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.

DECEPÇÃO.

Qualquer desilusão incomoda.

Todavia, sem decepção, não chegamos a discernir o certo do errado.

ENFERMIDADE

Toda doença embaraça.

Sem a enfermidade, entretanto, é muito difícil consolidar a preservação consciente da própria saúde.

TENTAÇÃO

Qualquer desafio conturba.

Mas, sem tentação, nunca se mede a própria resistência.

PREJUÍZO

Todo o golpe fere.

Sem prejuízo, porém, é quase impossível construir segurança nas relações uns com os outros.

INGRATIDÃO

Qualquer insulto à confiança estraga a vida espiritual.

No entanto, sem o concurso da ingratidão que nos visite, não saberemos formular equações verdadeiras nas contas de nosso tesouro afetivo.

DESENCARNAÇÃO

Toda morte traz dor.

Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.

Compreendamos, à face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso espírito, a fim de que nosso espírito se mude para o que deve ser, mudando em si e fora de si tudo aquilo que lhe compete mudar.

André Luiz

(De "Paz e Renovação"- Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)

NOS DOMÍNIOS DA VOZ


Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um.

*

A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos.

*

Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixo que crie dificuldade a quem ouça.

*

Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo-se que nem todas as pessoas trazem audição impecável.

*

A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes você quer que eu fale?" ou "já cansei de repetir isso".

*

A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence.

*

Converse com serenidade e respeito, colocando-se no lugar da pessoa que ouve e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito.

*

Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma a fim de manter a própria tranquilidade.

(De "Sinal Verde", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz)

sábado, 15 de agosto de 2009

O MINUTO


A conduta indica a orientação espiritual da criatura.

Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um.

Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante.

Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante.

O caminho é infinito.

Quem estabelece a rota da viagem é o viajor.

Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias.

Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor.

Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente.

Analisa o que fazes de tão valiosa partícula do tempo.

Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho.

Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo.

Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la.

A hora perdida é lapso irreparável.

Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida.

Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela.

Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários.

Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos.

Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes.

Observa os celeiros de auxílio de que dispões a não hesites.

Distribui os frutos da inteligência.

Colabora nas tarefas edificantes.

Estende a solidariedade a benefício de todos.

Fortalece o ânimo dos companheiros.

Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor.

O manancial do bem não tem fundo.

A paz coroa o serviço.

E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade.

(De "Sol nas Almas", de Waldo Vieira, pelo Espírito de André Luiz)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Atire a primeira pedra




ATIRE A PRIMEIRA PEDRA
-André Luiz -


Sempre é forçoso muito cuidado
no trato com os problemas afetivos dos outros,
porque muitas vezes os outros, nem de leve,
pensam naquilo que possamos pensar.

Os Espíritos adultos sabem que,
por enquanto, na Terra, ninguém pode,
em sã consciência, traçar a fronteira entre
normalidade e anormalidade, nas questões afetivas

Os pregadores de moral rigorista,
em assuntos de amor, raramente não caem
nas situações que condenam.
Toda pessoa que lesa outra,
nos compromissos do coração,
está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações,
entre as pessoas de seu mundo particular,
sem estranheza ou censura,
de vez que você não lhes conhece as razões
e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência,
são muito diversas das necessidades alheia.
No que tange a sofrimentos do amor,
só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.
Não assuma deveres afetivos
que você não possa ou não queira sustentar.
Amor, em sua existência,
será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno,
tudo o que der aos outros,
segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor,
se você nunca errou por emoção,
imaginação, intenção ou ação,
atire a primeira pedra,
conforme recomenda Jesus.






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Autor Espiritual: André Luiz
Psicografada por Chico Xavier
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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Compadece-te daqueles que mais amas


"Compadece-te daqueles que mais amas".

Entretanto, o apelo não pode ser outro naquilo que pretendemos dizer, porquanto, no Plano Físico, não raro, externamos a capacidade afetiva com enorme peso de autoridade.

Compadece-te de teus pais no mundo.

Nem sempre pairam eles na altura espiritual que desejas. Doaram-te, no entanto, o corpo em que vives. Protegeram-te carinhosamente na infância.

E se não puderam sustentar a harmonia recíproca ou se foram defrontados por lutas e conflitos que se viram incapazes de sobrestar, ama-os, mesmo assim, fora de exigências e criticas, porque também eles se acham a caminho de Entendimento Maior.

Compadece-te de teus filhos.

Se não conseguiram abraçar experiências ás tuas ou se não dispõem de recursos para te concretizarem os planos de família é que carregam no mundo encargos diferentes. Ama-os na estrutura espiritual com que te vieram aos braços, conforme as induções das Leis Divinas e liberta-os de qualquer cativeiro afetivo, conquanto auxiliando-os tanto quanto se te faça possível, para que se realizem nas tarefas que trouxeram de novo há existência.

Compadece-te dos familiares e dos amigos.

Embora te respeitem e te estimem, no curso de muitas ocasiões, encontram empeços e tribulações que desconheces. E, em muitos casos, precisam de tua paz a fim de que se entrosem no campo de determinadas obrigações.

Compadece-te dos corações queridos a que te vinculas.

Apesar do imenso afeto que te consagram, em certos lances da estrada humana, são eles chamados a resgates e provas, por vezes difíceis, e de que nem sempre se desvencilham senão com largas coberturas de trabalho e de tempo.

Amar é servir, compreender, auxiliar, abençoar, libertar...

Que o teu amor seja paz e vida, alegria e esperança naqueles a quem ofertas dedicação e carinho.

Não te permitas entravar os passos dos entes queridos com grilhões psicológicos, porque toda afeição possessiva é sinônimo de sofrimento.

Ama e obterás a benção do amor.

Compreende e colherás compreensão.

E se em teu devotamento surgirem crises de apreensão e medo, perante as lutas dos seres amados, procura esquecer receios e inquietações, amparando a cada um, na fonte viva da prece, a recordar, antes de tudo, que eles e nós pertencemos a Deus.

Emmanuel

(De "Busca e acharás", de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

VACINAS DA ALMA




Não permita que o seu modo de falar se transforme em agressão.

Ao falar, evite comentários ou imagens contrárias ao bem.

Trazer assuntos infelizes à conversação, lamentando ocorrências que já se foram, é requisitar a poeira de caminhos já superados, complicando paisagens alheias.

Atacar alguém será destruir hoje o nosso provável benfeitor de amanhã.

Não exageres sintomas ou deficiências com os fracos ou doentes, porque isso viria fazê-los mais doentes e mais fracos.

Na base da esperança e bondade, não existe quem não possa ajudar conversando.

Da mente aos lábios, temos um trajeto controlável para as nossas manifestações.

Por isso, tão logo a idéia negativa nos alcance a cabeça, arredemo-la, porque um pensamento pode ser substituído, de imediato, no silêncio do espírito, mas a palavra solta é sempre um instrumento ativo em circulação.

André Luiz

(De "Busca e acharás", de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

sábado, 4 de abril de 2009

ÚNICA MEDIDA




A carteira de identidade presta informações de sua pessoa humana.

O calendário fala de sua idade física.

O relógio marca o seu tempo.

O metro especifica as dimensões do seu corpo.

A altitude revela a sua localização transitória sobre o nível do oceano.

A tinta grava as suas impressões digitais.

O trabalho demonstra a sua vocação.

A radiografia faculta exame dos seus órgãos.

O eletrocardiógrafo determina as oscilações do seu músculo cardíaco.

Todos os seus estados e condições, realizações e necessidades podem ser definidos por máquinas, engenhos, instrumentos, aparelhos, laboratórios e fichários da Terra, entretanto, não se esqueça você de que o serviço ao próximo é a única medida que fornece exata notícia do seu merecimento espiritual.

André Luiz (Chico Xavier)

sexta-feira, 20 de março de 2009

CRÍTICA


Cap. XII - Item 2 - O Evangelho segundo o Espiritismo.

Se você está na hora de criticar alguém, pense um pouco, antes de iniciar.

Se o parente está em erro, lembre-se de que você vive junto dele para ajudar.

Se o irmão revela procedimento lamentável, recorde que há moléstias ocultas que podem atingir você mesmo.

Se um companheiro faliu, é chegado o momento de substituí-lo em trabalho até que volte.

Se o amigo está desorientado, medite nas tramas da obsessão.

Se o homem da atividade pública parece fora do eixo, o desequilíbrio é dele.

Se há desastres morais nos vizinhos, isso é motivo para auxílio fraterno, porquanto esses mesmos desastres provavelmente chegarão até nós.

Se o próximo caiu em falta, não é preciso que alguém lhe agrave as dores da consciência.

Se uma pessoa entrou em desespero, no colapso das próprias energias, o azedume não adianta.

Ainda que você esteja diante daqueles que se mostram plenamente mergulhados na loucura ou na delinqüência, fale no bem e fuja da crítica destrutiva, porque sua reprovação não fará o serviço dos médicos e dos juízes indicados para socorrê-los, e, mesmo que a sua opinião seja austera e condenatória, nisso ou naquilo, você não pode olvidar que a opinião de Deus, Pai de nós todos, pode ser diferente.

André Luiz (Chico Xavier)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O QUE INTERESSA


As ocorrências da vida se destacam em dias determinados, na senda de todos;

As tribulações em família;
Os obstáculos no trabalho;
As enfermidades de longo curso;
Os momentos de erros;
Os tempos de crise;
Os empeços profissionais;
As incompreensões dos entes queridos;
Os dias de reconforto;
As horas de êxito;
Os sofrimentos ocultos;
Os companheiros-problemas;
Os negócios infelizes;
As épocas de solidão;

E as sombras da tempestade, quando a tempestade nos domina o ambiente.

De tudo isso a Divina Providência toma conhecimento preciso por
intermédio dos mensageiros que a representam junto de nós.

Mas o que interessa ao Plano Superior saber é o nosso tipo de reação diante do que nos sucede.

(De "Endereços da Paz", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito
André Luiz)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Se você poder


Se você puder, ainda hoje:
Olvide contratempos e mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida;
Dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;
Faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;
Escreva, ainda que seja simples bilhete, transmitindo esperança e tranqüilidade, em favor de alguém;
Melhore os seus conhecimentos, no setor de trabalho a que esteja empregando o seu tempo;
Estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;
Procure esquecer - mas esquecer mesmo - tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento;
Leia alguma página edificante e escute música que pacifique o coração;
Dedique alguns minutos à meditação e à prece;
Pratique, pelo menos, um boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente a você mesmo.

(De "Respostas da Vida", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Pingo d'água


Insignificante é o pingo d'água,
todavia, com o tempo,
traça um caminho no
corpo duro da pedra.
Humilde é a semente,
entretanto, germina com
firmeza e produz a espiga
que enriquece o celeiro.
Frágil é a flor, contudo,
resiste à ventania,
garantindo a colheita farta.
Minúscula é a formiga,
mas edifica,
à força de perseverança
complicadas cidades subterrâneas.
Submissa é a argila,
no entanto, com o auxílio
do oleiro, transforma-se em
vaso precioso.
Branda é a veste física,
que um simples alfinete
atravessa, todavia
suporta vicissitudes
incontáveis e sustenta o
templo do Espírito em
aprendizado, por dezena
de lustros, repletos de
necessidades e
padecimentos morais.
O verdadeiro progresso
prescinde da violência.
Tudo é serenidade e
seqüência na evolução.
Aprendamos com a Natureza e
adotemos a brandura por
diretriz de nossas
realizações para a vida mais alta,
mas não a brandura que
se acomoda com a
inércia, com a perturbação
e com o mal e sim aquela
que se baseia na
paciência construtiva,
que trabalha incessantemente
e persiste no melhor a
fazer, ultrapassando os
obstáculos que a ignorância
lhe atira à estrada e
superando os percalços da luta,
a sustentar-se no serviço
que não esmorece
e na esperança fiel que confia,
sem desânimo, na vitória final do bem.

por André Luiz - psicografia Chico Xavier

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Remédios da Natureza



Na Terra quase ninguém cogita seriamente de conhecer a importância da água. André Luiz em Nosso Lar ensina que todo serviço precisa de energias e braços para ser convenientemente mantido. Sabem que a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Em Nosso Lar ela é empregada como alimento e remédio. Há repartições no Ministério do Auxílio absolutamente consagradas à manipulação de água pura, com certos princípios suscetíveis de serem captados na luz do Sol e no magnetismo espiritual. André Luiz informa que um dia o Homem compreenderá que a água, como fluido criador, absorve em cada lar, as características mentais de seus moradores. A água, no mundo, não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões de nossa vida mental. Será nociva nas mãos perversas, útil nas mãos generosas.

Os Espíritos valorizam as plantas e seu magnetismo como um fator da mais natural proximidade ligando o homem à harmonia do meio. Os Espíritos vêem na energia das plantas uma poderosa ferramenta auxiliar de cura, mormente se conduzida por eles próprios, mais aptos a enxergar as suas ações e reações no vivo, é – como dizem os Espíritos Superiores – um irmão secundando a escala evolutiva do homem.

Há uma injustificada reação contrária das correntes espíritas que às vezes negligenciam o fato de que o Universo é um todo de complexas manifestações energéticas, cujo intercâmbio harmônico é, antes que uma questão ideológica, uma questão de vida, de sobrevivência, de saúde, e isto em todos os planos de manifestações do princípio inteligente.

O tratamento com remédios vegetais é um processo natural: esses remédios entram no corpo na forma de alimento em estado natural e estimulam uma reação salutar que pode produzir efeito curativo.

Os remédios vegetais são coisas vivas.

Cada ser vivo emite vibrações e uma forma concentrada de energia que armazena. Essa energia vibratória produz a força vital, que, acreditamos é inerente a tudo o que é vivo.
Os vegetais como individualidades cujo princípio inteligente administra reações numa complexa teia da variedade de espécies e no qual o dinamismo magnético é uma energia sutil que acoplada ao princípio vital influi na fitoterapia. Em suma, o vegetal é um ser vivo que compartilha com o homem um processo evolutivo que exige uma mútua dependência de vida e reclama uma equilibrada e inteligente interação de existir, de coexistir e unificar e não de distanciar e separar.

A água é um ótimo condutor de força eletromagnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, os conservará e os transmitirá ao organismo doente quando ingerida.

Basta ter amor e acreditar, dentro do potencial de nossa própria fé, lembrando que Deus nos legou essa imensa e pródiga natureza para que dela nos sirvamos como a um bálsamo de alívio e cura a todos os males.

Disse-nos Emmanuel “Jesus quando se referia à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava a compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.”

A prece intercessora e o pensamento da bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita, exterioriza poderes, emanações e fluidos que por enquanto escapam à analise da inteligência vulgar. A linfa potável recebe-nos a influenciação de modo claro condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam. A fonte que procede do coração a Terra e a rogativa que flui do imo d’alma, quando se unem na difusão do bem oferecem resultados benéficos.

O Espírito que se eleva em direção ao Céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribui-las a benefício de todos os que lhe seguem a marcha. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.

Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome de sua memória, reportava-se ao valor da providência a benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de benção e estará então consagrando o sublime ensinamento do corpo de água pura, abençoado nos Céus.”

Texto elaborado pelo Conselho Doutrinário para Energização/ 2000
Bibliografia
Entre a Terra e o Céu – André Luiz
Nosso Lar – André Luiz
Fitoterapia do Além – João Berbel

Ana Gaspar

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

APARÊNCIAS


Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.
Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.
Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.
Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que
lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.
Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente,
lhe constitui amarga provação.
Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista.
Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.
Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as
dificuldades íntimas.
Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era
assim quando lhe faltava experiência.
Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao
seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.
Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você
será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no
caminho daqueles que você ama.

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Piedade


Um dos mais belos gestos humanos é a caridade.
Doar, socorrer e auxiliar são virtudes que fazem suscitar alegria e reconforto por onde quer que passem.
Gestos que engrandecem e embelezam a alma de quem os pratica com sinceridade, levam esperança e fé aos corações aparentemente infelizes e que a necessidade da provação experimenta e burila rijamente...
No entanto, como iniciantes até mesmo na arte de expressar sensações e sentimentos, não raro inutilizamos qualquer iniciativa fraterna por não saber ou não possuir, para o momento, a sensibilidade necessária na escolha correta de posturas e palavras, de modo a ajudar sem ferir, de orientar sem espezinhar e de doar sem humilhar.
Piedade não será exclamar interjeições a esmo, por mais piedosas, qual estivéssemos situados em segura e inabordável redoma, mas será colocarmo-nos sempre no lugar daquele que nos recolhe a dádiva, para que a nossa iniciativa no campo da caridade fale ao coração do beneficiado qual brisa renovadora, deixando nele a certeza de que Deus não se ausenta jamais de
seus filhos, socorrendo-os amorosamente, sempre que possível, através dos outros filhos.
Diz André Luiz, na mensagem da semana, que "piedade é caridade e caridade é amor."
E amor, por mais bem intencionado, se faz mal pode ser tudo, menos amor...
Piedade, na maior parte dos modos com que nos acostumamos a cultivá-la,
exige revisão.
Usamo-la, por vezes, como se desenrolássemos a frase em forma de chibata, vergastando a quem nos aguarda o consolo ou qual se entregássemos a moeda beneficente aquecida em ponto de brasa, queimando as mãos que a recebem.
"Graças a Deus, nunca sofri penúria", dizemos, de escantilhão, a companheiros que esmolam socorro material, dando a entender que Deus lhes seria perseguidor e não Pai.
"Dou sempre o que posso, embora saiba que há malandros em toda parte", proclamamos com altivez diante do irmão que nos solicita o concurso, esquecidos de que assim falando estamos a situá-lo nos meandros de vadiagem.
Visitamos uma viúva e perguntamos de chofre se o marido desencarnado lhe deixou montepio, indiferentes à dor da mulher que se vê solitária, aspirando recolher palavras de fé ao invés de comentários sobre dinheiro. Em algumas ocasiões, ingressamos num hospital a título de fazer assistência e levamos lenço ao nariz ou recuamos perante o doente que a enfermidade carcome, sem considerar a posição vexatória com que lhe rebaixamos os sentimentos.
Piedade não é alguém supor reconfortar a outro alguém, ilhando-se em virtude hipotética. Em muitos casos, a compaixão que deitamos assemelha-se à soda cáustica: branca na aplicação e corrosiva no efeito. A golpes de orgulho presumimos animar e desencorajamos, cremos suprir dificuldades e agravamos problemas, por ausência de tato e delicadeza. Piedade é caridade e caridade é amor.
O amor coloca-se na posição dos que sofrem para servir.
Imaginemo-nos na luta dos outros e reflitamos na maneira ideal com que estimaríamos recolher-lhes o auxílio. Não raro, os que se encontram nas sombras da provação não mais precisam de nossas dádivas, nem de nossas meras palavras; esperam tão-somente por nosso coração com a ansiedade e o enternecimento de quem aguarda uma luz...

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Sol nas Almas", 36, edição CEC)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

NO SERVIÇO ASSISTENCIAL


NO SERVIÇO ASSISTENCIAL


*Desista de brandir o açoite da condenação sobre aspectos da vida alheia.


*Esqueça o azedume da ingratidão em defesa da própria paz.


*Não pretenda refazer radicalmente a experiência do próximo, a pretexto de auxiliá-lo.


*Remova as condições de vida e os objetos de uso pessoal, capazes de ambientar a humilhação indireta para os outros.


*Evite categorizar os menos felizes à conta de sentenciados à fatalidade do sofrimento.


*Não espere entendimento e ponderação do estômago vazio de companheiros necessitados.


*Aceite de boa mente os pequeninos favores com que alguém procure retribuir-lhe os gestos de fraternidade.


*Seja pródigo em atenções para com o amigo em prova maior que a sua, desfazendo aparentes barreiras que possam surgir entre ele e você.


*Conserve invariável clima de confiança e alegria ao contato dos companheiros de ideal e trabalho.


*Não recuse doar afeto, comunicabilidade e doçura, na certeza de que a violência é inconciliável com a bênção da simpatia.


*Sustente pontualidade em seus compromissos e nunca demonstre impaciência ou irritação.


*Dispense intermediários nas tarefas mais simples e cumpra o que prometer.


*Mantenha uniformidade de gentileza, em qualquer parte, com todas as criaturas.


*Recorde que o auxílio desorientado pode tornar-se prejuízo para quem o recebe e, acima de tudo, saiba sempre que a assistência fraterna é dever comum pois aquele que doa ao bem de si, recebe constantemente o bem de todos.


(De "Apostilas da Vida", de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito André Luiz)

domingo, 9 de março de 2008

Sem desânimo


Hoje, sofreste o espinho da angústia.Entretanto, ainda ontem, teu coração agasalhou alegrias verdadeiras.

Hoje, suportaste o peso do fracasso.Todavia, ainda ontem, expressivas vitórias coroaram-te a fronte.

Hoje, semeaste a incompreensão.Contudo, ainda ontem, pronunciaste palavras de entendimento a alguém que sofria.

Hoje, magoaste o companheiro com a palavra ríspida.No entanto, ainda ontem, silenciaste com tolerância diante da resposta contundente.

Hoje, não foste gentil.Entretanto, ainda ontem, abraçaste com carinho o amigo em provação.

Se hoje te encontras vencido pela amargura, porque falaste ou agiste impensadamente, recorda que, ainda ontem, pudeste ser o veículo da paz e da esperança, da paciência e do bem, na certeza de que acertos e erros, ajustes e desajustes são constantemente lições oportunas na escola da evolução.Hoje, lutamos.Amanhã, venceremos.Sempre, sem desânimo.

(De "Decisão", de Antônio Baduy Filho, pelo Espírito André Luiz)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Com Jesus


A renúncia será um previlégio para você.

O sofrimento glorificará sua vida.

A prova dilatará seus poderes.

O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.

O sacrifício sublimará seus impulsos.

A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.

A calúnia lhe honrará a tarefa.

A perseguição será motivo para que voçê abençoe a muitos.

A angústia purificará suas esperanças.

O mal convocará seu espírito à prática do bem.

O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.

A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes,

representará bendita escola de aprimoramento individual,

em cujas lições purificadoras deixará

o egoísmo para sempre esmagado.


André Luiz

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Na Hora do Silêncio


Quando te encontrares em qualquer dificuldade emocional,

recorda o silêncio como instrumento divino de construção e paz.

Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas.

Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a idéia de maior equilíbrio.

Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer que o mais importante é acreditares em ti memo. Perseguido, ele te ajudará a compreender os perseguidores.

Injuriado, ele te ajudará a continuar apesar dos espinhos.

Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças.

Revoltado, ele te ajudará a entender o valor da resignação no processo de auto-aperfeiçoamento. Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre.

Injustiçado, ele te ajudará a perceber que o perdão rompe a cadeia do mal.

Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.

Toda vez que te sentires em dificuldades emocionais, pensa um pouco mais antes de qualquer atitude impetuosa e recorda que, diante de Pilatos, o silêncio de Jesus representou, para sempre, a vitória do bem imperecível sobre a incompreensão transitória.


Livro: Decisão André Luiz e Antônio Baduy Filho