segunda-feira, 27 de julho de 2009

NÃO ESTÁ AQUI


Não poderia haver lugar para Jesus no mundo.

"Filho de Deus", o Seu era o lugar no sublime comando da Humanidade.

Revertendo a ordem dos valores egoístas e ensinando a fraternidade legítima, não poderia ser aceito nem compreendido sequer pelos que O seguiam.

Luz imperecível em sombra densa, atraía e enceguecia por momentos.

Dosada pelo amor dominaria os corações, lentamente, para todo o sempre.

Chegando à hora das grandes e arbitrárias dominações, que ainda persistem nos países inquietos da Terra e nas mentes intranquilas das criaturas, era o semeador de estrelas em noite de trevas, a fim de que jamais houvesse medo e obscurantismo.

Toda a Sua carga de emoção fazia-se um claro duradouro de amor com que ofereceu dignidade à vida, num abundante enriquecer de esperanças.

***

Lembra-te do amor de Jesus em todas as horas da tua vida e ama sem desfalecimento.

Em soledade ou em abandono, ama.

Sob o açodar da alheia impiedade ou perseguido sem descanso, ama.

Colhido por incompreensões ou silenciado pelo vozerio dos tumultos violentos, ama.

Prossegue amando, sem preocupar-te com retribuições nem aplausos.

Sofrendo, porém, amando.

Se todos, amigos e conhecidos, ficarem contra ti, permanece a favor do bem, sem dúvida, favorável a eles.

Maltratado, não revides.

Ignorado, não te rebeles.

A árvore podada mais reverdece e o grão, esmagado na cova escura, explode em vida.

Jesus é Vida.

***

Após todas as tribulações, sevícias e dilacerações, Ele continuou afável.

Abandonado pelos comensais das Suas horas de mansidão e de misericórdia, não os repreendeu.

Em poucos dias o triunfo da entrada na cidade e o triunfo eterno, na cidade que pensava matá-Lo...

Os enganosos júbilos do domingo não O emularam, antes fizeram-No triste, quando os outros sorriam.

Sem embargo, diante das lágrimas de saudade dos que O buscavam no túmulo, Ele se encontrava em glória real na Vida.

- Que vieste ver? - inquiriram os seres angélicos a Maria de Madalena. - Ele não está aqui.

Jesus encontra-se, sem dúvida, a céu aberto, pelo mundo, renovando a psicosfera terrena e albergando os sofredores no Seu coração.

Segue-O tu.

Faze o mesmo que Ele prossegue fazendo, sem reclamar, nem desanimar nunca.

(De "Otimismo", de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

terça-feira, 21 de julho de 2009

JOVENS E JOVENS

A juventude, os jovens de modo geral, têm sido assunto constante nos noticiários atuais.


Fala-se das jovens adolescentes que engravidam prematuramente...

De jovens perdidos no lodaçal dos vícios...

De jovens que põem fogo em índios e mendigos...

De jovens tresloucados, que se arrebentam em acidentes violentos nas competições ilegais, chamadas "rachas".

Quando lemos ou ouvimos tais informações, ficamos chocados com tantos desatinos e logo imaginamos o que será do futuro da Terra, se a juventude está perdida.

Todavia, os olhos e ouvidos interessados, podem ler ou ouvir vez que outra, uma tímida notícia de jovens que se dedicam com fervor ao bem geral.

São jovens cientistas premiados pelos esforços dedicados em busca de melhor qualidade de vida para enfermos anônimos...

Jovens que se entregam de corpo e alma às artes, exaltando o bem e o belo.

Com habilidade extraem sons melodiosos dos teclados...

Com graciosidade cantam, dançam, fazem acrobacias nas quadras esportivas...

Jovens saudáveis que dedicam o tempo a distrair e alegrar pessoas idosas e enfermas enclausuradas em velhanatos...

Adolescentes que se chocam com a miséria do próximo e envidam esforços para minorar-lhes o sofrimento...

Tantos são os jovens que são arrimo da família. Que trabalham de sol a sol na lavoura, regando com o próprio suor a terra generosa de onde retiram o sustento...

Jovens médicos que, com mãos hábeis, fazem cirurgias extraindo tumores dos corpos, sem deixar vazio o coração dos pacientes desesperados.

Jovens que, apesar de conquistarem a fama, não se permitem a promiscuidade nem se prestam a promover produtos que incitam aos vícios nem aos desregramentos na área da sexualidade.

Jovens que falam do Cristo e buscam viver Seus ensinos...

Como podemos perceber, há jovens e jovens...

Se o bem fosse mais divulgado, certamente seria imitado e adotado como postura por tantos jovens indecisos, inseguros, que acabam se decidindo pela maioria, ou pelo que pensam ser a maioria.

Assim, tenhamos a certeza de que a juventude não está perdida e que o futuro já está acontecendo hoje, com essa força juvenil saudável e entusiasta, capaz de derrubar as estruturas apodrecidas da sociedade em que vive e fortalecer os costumes sadios e promissores vigentes.

...............

Ser jovem é não ter cumplicidade negativa com o passado. É não se deixar contaminar pelos hábitos viciados de outras gerações.

Ser jovem é viver com entusiasmo, semeando alegria com discernimento.

A juventude é a primavera da vida, e jovem sem entusiasmo é como uma flor sem perfume, que tende a ser derrubada pelos primeiros ventos do inverno.

Portanto, o jovem para ser feliz, deve erguer bem alto a bandeira da solidariedade, da fraternidade e da verdadeira liberdade, que é a paz da consciência tranqüila.

(Equipe de Redação do Momento Espírita, programa radiofônico levado ao ar pela Federação Espírita do Paraná - www.momento.com.br)



IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS





Questão grave, a de identificação dos Espíritos, nos fenômenos mediúnicos.

Utilizando-se de um equipamento muito complicado, nem todos os comunicantes sabem manipulá-lo como seria de desejar.

Além disso, as próprias complexidades e circunstâncias em que ocorre o fenômeno geram desafios aos mais experientes desencarnados, que se vêem a braços com a vontade e o caráter do médium, no momento das comunicações.

Outrossim, deve-se ter em mente que a morte biológica não é igual para todos, sendo o despertar na ultra tumba conforme o comportamento vivenciado durante toda a existência corporal.

Tomando consciência da realidade na qual ora se encontram, os Espíritos lúcidos passam a experimentar verdadeira revolução conceptual, obrigando-se a reconsiderar opiniões e objetivos aos quais se aferravam antes da libertação.

A surpresa que lhes assinala a consciência ante outros valores, alguns dos quais lhes eram desconhecidos ou não considerados, fá-los reavaliar o comportamento cultural e emocional, direcionando-os a novas ações, algumas bem diversas daquelas a que se habituaram no corpo somático.

Ampliam-se-lhes os horizontes da compreensão humana, e a visão, a respeito do destino, passa a experimentar uma correção de ângulo, que exige acuradas reflexões e largo esforço reeducativo.

O problema, portanto, da identificação dos Espíritos, é mais de aparência do que de realidade, desde que, qualquer pessoa que ama, não terá dificuldade em descobrir o seu afeto de retorno em mil pequenos ou grandes informes que os tipificam, sem a necessidade mórbida de exigir-lhes minudências e sinais de que eles mesmos se desejam libertar, a fim de avançarem no rumo de outros valores, ricos de paz e alento, que lhes acenam felicidade e união, quando aqueles da retaguarda física, também amados, romperem as algemas de retentiva e seguirem ao seu encontro, num mundo que já preparam, para que lhes seja melhor do que este de provas e expiações de onde procedemos.

(De "Temas da Vida e da Morte", de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Manoel P. de Miranda)

domingo, 19 de julho de 2009

MARCO DA REENCARNAÇÃO


ESE - Cap IV Item 24

A reencarnação na Terra tem limites, desde que o Espírito chegue a uma condição de não

mais precisar vestir a roupagem da carne; no entanto, considerando que a reencarnação se

constitui em mudanças, e olhando para a vida eterna plena de transformações, ela se nos

apresenta sem limites, porque as mudanças são permanentes.

Tudo reassume novos corpos na pauta da vida contínua; pode-se dizer, não encontrando

outra expressão, que a vida se compõe de um seqüente movimento. Em todo lugar onde

estagiamos, buscando experiências, existe a oportunidade extrema, nos mostrando o ponto final

que podemos suportar naquele mundo; entretanto, não são extremos permanentes e, sim,

limites do mundo em que estamos e que nós suportamos.

A evolução não tem barreiras; as mudanças são eternas em todas as escalas da vida.

Crescemos sempre, é o que podemos dizer. No ponto em que a humanidade se encontra na

Terra, como mundo de expiações e provas, prestes a sair deste estágio, precisamos

trabalhar dentro de nós, em preparo para alcançar um mundo de regeneração. Assim se

processa a subida cada vez melhor, até a depuração espiritual que a vida pode nos oferecer.. E

a Doutrina Espírita nos fala desta verdade, notícia que muito nos agrada, por já sentirmos o

ambiente da felicidade; e para tanto, trabalhamos no ambiente do amor.

Os benfeitores espirituais que orientam a humanidade, sob a égide de Jesus, têm uma

grande tolerância, por saberem que o Espírito revestido de carne recebe muita influência do

magnetismo inferior, mas, mesmo assim, deve lutar, porque é no esforço de cada dia que

poderá alcançar a liberdade, dominando as paixões.

Nada tem limites, a não ser nos estágios, mas para adentrar em outra seqüência de

aperfeiçoamento; assim é a vida, cheia de alegria, amor e caridade. O perispírito pode chegar

à certa elevação de se confundir com o Espírito sujeito à reencarnação na Terra; e o

próprio corpo, em mundos superiores, também se confundir com o perispírito nos mundos

inferiores.Entreguemo-nos, encarnados e desencarnados, à perfeição moral, juntamente com

a sabedoria divina, no sentido de atingirmos um grau elevado do Espírito imortal, doando amor

e espargindo luzes em todas as direções. Essa é a vida naquele ambiente de felicidade

imperturbável.

O Espiritismo nos concita ao trabalho na nossa intimidade, sempre na exemplificação das

virtudes de ouro que o Evangelho de Jesus, na amplitude do amor, nos oferta como

caminho, verdade e vida, considerando o amor como ponto de partida, que é igualmente o

ponto de chegada, por se mostrar em todos os estágios das dimensões. O amor é o hálito de

Deus e o clima onde o Cristo vive.

Estamos vivendo a aproximação do fim dos tempos, onde dominam expiações e provas,

na busca de outro mundo para a nossa regeneração. A humanidade caminha sob a aflição

da dor, contudo,recebe permanentemente lições valiosas, envolvidas com a verdade que

podemos entender como a libertação.

O mundo atual vivem em torno de dois monstros que devoram todas as esperanças, que

se chamam orgulho e egoísmo, que devem ser expulsos das nossas vidas. Basta analisarmos

com ponderação, que encontraremos essas duas feras devorando nossas alegrias.

Lutemos para vencer essa guerra, que entraremos na era da felicidade, sentindo o

Senhor irradiando nas nossas consciências, em completa integração com Jesus, que domina

nossos destinos.

Entendemos que nada tem limites; tudo se transforma, mas sempre para melhor, sendo

Deus a fonte das nossas vidas, em quem devemos confiar e a quem devemos servir com

humildade e amor.

(De: "Máximas de Luz", de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Luz em ti



É um tesouro inigualável, teu somente.
Ninguém dispõe dele em teu lugar.
Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo
sem preocupação.
Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te
a grandeza da alma, no brilho do perdão.
No momento em que os seres mais queridos
porventura te abandonem, será parte
luminosa de tua bênção.
Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de
paz e simpatia.
Nos empreendimentos que te digam respeito
ao próprio interesse, converte-se em passaporte
para a aquisição das vantagens que desejes
usufruir.
No relacionamento comum, transforma-se na
chave para a formação das amizades fiéis.
Na essência, é um investimento, a teu próprio
favor, que realizas sem o menor prejuízo.
Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti
mesmo, - que nenhuma circunstância pode
extinguir e que ninguém consegue arrebatar.

(Do livro "Palavras do Coração", de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Meimei)


LUZ PARA TODOS




Autor espiritual: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.

Palavras de apresentação de Chico Xavier:

LUZ PARA TODOS

Estariam os princípios espíritas endereçados à segregação para uso exclusivo daqueles irmãos que carregam provas visíveis no plano material?

Encontramos, com freqüência, na Terra, quem suponha deva ser a Nova Revelação limitada ao trabalho em favor dos que sofrem a penúria do corpo, sob pena de perder a própria simplicidade.

Entretanto, a fulguração solar será menos luz quando clareia o recôncavo de um vale e o topo de um arranha-céu ao mesmo tempo? E, acaso, a fonte se diminuirá em grandeza por deixar-se canalizar em serviço à cidade grande, após haver saciado a sede aos lares do campo?

*

Decerto, a mensagem da Vida Maior tem significação mais imediata em auxílio a quantos se vejam no mundo em dificuldades abertas, seja no chão das exigências primárias da natureza ou na sombra das grandes tribulações em que a inconformidade os compele a se tornarem francamente infelizes. Imperioso, porém, pensar naqueles outros companheiros da humanidade que a vida situou em outros setores.

Não é a face externa da criatura que lhe determina o grau da necessidade espiritual.

Dói-nos ver as mãos que se nos estendem nas ruas, à cata de pão; no entanto, será justo, igualmente, compreender os obstáculos daqueles que se esfalfam em serviço para que haja pão, tanto quanto possível, à mesa de todos.

Aflige-nos registrar os empeços do amigo em profissão singela, cujo salário não lhe satisfaz a todos os requisitos da vida simples, mas não nos será lícito esquecer os óbices daqueles que se atormentam na orientação da oficina para que o trabalho não se perturbe ou escasseie.

Magoa-nos surpreender irmãos diversos, acomodados nos palheiros humildes que lhes servem de residência; contudo, não podemos desconhecer os impedimentos daqueles outros que encanecem nas administrações, construindo caminhos ao progresso e traçando horizontes ao reconforto geral.

Sensibiliza- nos o martírio das mães que vagueiam nas vias públicas à busca de socorro para filhinhos padecentes; entretanto, seria injusto desconsiderar o sofrimento daquelas outras que se aniquilam, pouco a pouco, dentro de casa, em posição de incessante sacrifício, para sustentarem os descendentes, de modo a que a dignidade humana possa honrosamente sobreviver.

*

Reflitamos no conjunto dos problemas humanos e a ninguém deserdemos da verdade e do amor, de vez que em qualquer situação pertencemos todos a Deus e, segundo as nossas necessidades, é natural que Deus nos atenda a cada um.

(Do livro "Na era do Espírito", de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos Diversos)

sábado, 11 de julho de 2009

PARASITOSE MENTAL


Avançando em nossos ligeiros apontamentos acerca da obsessão, cremos seja de nosso interesse apreciar o vampirismo, ainda mesmo superficialmente, para figurá-lo como sendo inquietante fenômeno de parasitose mental.

Sabemos que a parasitogenia abarca em si todas as ocorrências fisiopatológicas, dentro das quais os organismos vivos, quando negligenciados ou desnutridos, se habilitam à hospedagem e à reprodução dos helmintos e dos ácaros que escravizam homens e animais.

Não ignoramos também que o parasitismo pode ser externo ou interno.

Nas manifestações do primeiro, temos o assalto de elementos carnívoros, como por exemplo as variadas espécies do aracnídeo acarino sobre o campo epidérmico e, nas expressões do segundo, encontramos a infestação de elementos saprófagos, como, por exemplo, as diversas classes de platielmíntios, em que se destacam os cestóides no equipamento intestinal.

E, para evitar as múltiplas formas de degradação orgânica, que o parasitismo impõe às suas vítimas, mobiliza o homem largamente os vermífugos, as pastas sulfuradas, as loções mercuriais, o pó de estafiságria e recursos outros, suscetíveis de atenuar-lhe os efeitos e extinguir-lhe as causas.

No vampirismo, devemos considerar igualmente os fatores externos e internos, compreendendo, porém, que, na esfera da alma, os primeiros dependem dos segundos, porquanto não há influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime.

É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte.

Imprescindível, assim, viver em guarda contra as idéias fixas, opressivas ou aviltantes, que estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da frustração.

Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende, desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva.

Usemos, desse modo, na garantia de nossa higiene mento-psíquica, os antissépticos do Evangelho.

Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa-vontade, esquecimento integral das ofensas recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.

— «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» recomendou o Divino Mestre.
— «Caminhai como filhos da luz» — ensinou o apóstolo da gentilidade.

Procurando, pois, o Senhor e aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da parasitose mental.

Dias da Cruz


Fonte:
Do livro "INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS", psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier), pelo espírito Dias da Cruz, edição FEB.