terça-feira, 7 de julho de 2009

HEREDITARIEDADE MORAL



1ª Parte

Frequentemente, os pais transmitem aos filhos a parecença física.

Transmitirão também alguma parecença moral?

Não, que diferentes são as almas ou Espíritos de uns e outros. O corpo deriva

corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças

apenas há consanguinidade. Questão 207 de O Livro dos Espíritos.

Vários provérbios ressaltam a ideia de que os filhos reproduzem defeitos e qualidades dos pais:

Tal pai, tal filho...

Filho de peixe, peixinho é...

Quem sai aos seus não degenera...

Filhos de gatos, ratos mata...

Filho de burro pode ser lindo, mas um dia dá coice...

Bem, depende do ângulo em que observamos o assunto.

Quanto à estrutura física é notório que funciona a hereditariedade. Filha de pais obesos dificilmente será manequim. Filho de pais magérrimos terá poucas chances de ser lutador de sumo.

Há, também, certo peso hereditário determinando o quociente de inteligência. Pais de QI elevado guardam melhores chances de gerar filhos inteligentes. Pesquisas demonstram isso.

Aqui é preciso levar também em consideração o nível social. Indivíduos de QI elevado obtem maior sucesso profissional, garantindo razoável estabilidade econômico-financeira. Consequentemente seus filhos serão bem nutridos, terão melhores escolas, cuidados médicos adequados, vida mais saudável, opções numerosas de esporte e lazer. Tudo isso favorece o desenvolvimento intelectual.

Imperioso recordar sempre, no estudo da reencarnação, que o Espírito subordina-se às possibilidades do corpo que lhe serve às experiências humanas, como um corredor de Fórmula Um está sujeito às potencialidades de sua máquina. Ayrton Senna, ás do automobilismo mundial, afundaria em ostracismo sem um carro de tecnologia de ponta.

Um gênio da Espiritualidade terá imensas dificuldades em mobilizar seu potencial num corpo subnutrido desde a gestação.

Isso é claramente demonstrado nas experiências com adoção. Filho de favelados humildes, paupérrimos, é adotado por família rica, ainda recém-nascido. Recebe desde logo o que há de melhor em nutrição e cuidados médicos. O confronto deste bebê, na idade adulta, com um irmão que permaneceu na favela, revelará sensível diferença em favor do primeiro.

***

O mesmo não se pode dizer quanto à moral.

Não herdamos a bondade ou a maldade, o altruísmo ou o egoísmo, o vício ou a virtude de nossos pais.

Esses valores não estão impressos nos genes, nem se condicionam à estrutura ou desenvolvimento.

Constituem patrimônio do Espírito.

Há, sem dúvida, também aqui, a influência do meio. A criança é sensível aos exemplos que recebe, ao pressionamento do ambiente em que vive.

Mas é uma influência relativa, mesmo porque a evolução moral opera-se de dentro para fora, a partir da disposição íntima do indivíduo em lutar contra suas imperfeições e deficiências.

Continua.....

(De "Quem tem medo dos Espíritos?", de Richard Simonetti)

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