Domingo, 19 de Julho de 2009

MARCO DA REENCARNAÇÃO


ESE - Cap IV Item 24

A reencarnação na Terra tem limites, desde que o Espírito chegue a uma condição de não

mais precisar vestir a roupagem da carne; no entanto, considerando que a reencarnação se

constitui em mudanças, e olhando para a vida eterna plena de transformações, ela se nos

apresenta sem limites, porque as mudanças são permanentes.

Tudo reassume novos corpos na pauta da vida contínua; pode-se dizer, não encontrando

outra expressão, que a vida se compõe de um seqüente movimento. Em todo lugar onde

estagiamos, buscando experiências, existe a oportunidade extrema, nos mostrando o ponto final

que podemos suportar naquele mundo; entretanto, não são extremos permanentes e, sim,

limites do mundo em que estamos e que nós suportamos.

A evolução não tem barreiras; as mudanças são eternas em todas as escalas da vida.

Crescemos sempre, é o que podemos dizer. No ponto em que a humanidade se encontra na

Terra, como mundo de expiações e provas, prestes a sair deste estágio, precisamos

trabalhar dentro de nós, em preparo para alcançar um mundo de regeneração. Assim se

processa a subida cada vez melhor, até a depuração espiritual que a vida pode nos oferecer.. E

a Doutrina Espírita nos fala desta verdade, notícia que muito nos agrada, por já sentirmos o

ambiente da felicidade; e para tanto, trabalhamos no ambiente do amor.

Os benfeitores espirituais que orientam a humanidade, sob a égide de Jesus, têm uma

grande tolerância, por saberem que o Espírito revestido de carne recebe muita influência do

magnetismo inferior, mas, mesmo assim, deve lutar, porque é no esforço de cada dia que

poderá alcançar a liberdade, dominando as paixões.

Nada tem limites, a não ser nos estágios, mas para adentrar em outra seqüência de

aperfeiçoamento; assim é a vida, cheia de alegria, amor e caridade. O perispírito pode chegar

à certa elevação de se confundir com o Espírito sujeito à reencarnação na Terra; e o

próprio corpo, em mundos superiores, também se confundir com o perispírito nos mundos

inferiores.Entreguemo-nos, encarnados e desencarnados, à perfeição moral, juntamente com

a sabedoria divina, no sentido de atingirmos um grau elevado do Espírito imortal, doando amor

e espargindo luzes em todas as direções. Essa é a vida naquele ambiente de felicidade

imperturbável.

O Espiritismo nos concita ao trabalho na nossa intimidade, sempre na exemplificação das

virtudes de ouro que o Evangelho de Jesus, na amplitude do amor, nos oferta como

caminho, verdade e vida, considerando o amor como ponto de partida, que é igualmente o

ponto de chegada, por se mostrar em todos os estágios das dimensões. O amor é o hálito de

Deus e o clima onde o Cristo vive.

Estamos vivendo a aproximação do fim dos tempos, onde dominam expiações e provas,

na busca de outro mundo para a nossa regeneração. A humanidade caminha sob a aflição

da dor, contudo,recebe permanentemente lições valiosas, envolvidas com a verdade que

podemos entender como a libertação.

O mundo atual vivem em torno de dois monstros que devoram todas as esperanças, que

se chamam orgulho e egoísmo, que devem ser expulsos das nossas vidas. Basta analisarmos

com ponderação, que encontraremos essas duas feras devorando nossas alegrias.

Lutemos para vencer essa guerra, que entraremos na era da felicidade, sentindo o

Senhor irradiando nas nossas consciências, em completa integração com Jesus, que domina

nossos destinos.

Entendemos que nada tem limites; tudo se transforma, mas sempre para melhor, sendo

Deus a fonte das nossas vidas, em quem devemos confiar e a quem devemos servir com

humildade e amor.

(De: "Máximas de Luz", de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Luz em ti



É um tesouro inigualável, teu somente.
Ninguém dispõe dele em teu lugar.
Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo
sem preocupação.
Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te
a grandeza da alma, no brilho do perdão.
No momento em que os seres mais queridos
porventura te abandonem, será parte
luminosa de tua bênção.
Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de
paz e simpatia.
Nos empreendimentos que te digam respeito
ao próprio interesse, converte-se em passaporte
para a aquisição das vantagens que desejes
usufruir.
No relacionamento comum, transforma-se na
chave para a formação das amizades fiéis.
Na essência, é um investimento, a teu próprio
favor, que realizas sem o menor prejuízo.
Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti
mesmo, - que nenhuma circunstância pode
extinguir e que ninguém consegue arrebatar.

(Do livro "Palavras do Coração", de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Meimei)


LUZ PARA TODOS




Autor espiritual: Emmanuel.
Médium: Francisco Cândido Xavier.

Palavras de apresentação de Chico Xavier:

LUZ PARA TODOS

Estariam os princípios espíritas endereçados à segregação para uso exclusivo daqueles irmãos que carregam provas visíveis no plano material?

Encontramos, com freqüência, na Terra, quem suponha deva ser a Nova Revelação limitada ao trabalho em favor dos que sofrem a penúria do corpo, sob pena de perder a própria simplicidade.

Entretanto, a fulguração solar será menos luz quando clareia o recôncavo de um vale e o topo de um arranha-céu ao mesmo tempo? E, acaso, a fonte se diminuirá em grandeza por deixar-se canalizar em serviço à cidade grande, após haver saciado a sede aos lares do campo?

*

Decerto, a mensagem da Vida Maior tem significação mais imediata em auxílio a quantos se vejam no mundo em dificuldades abertas, seja no chão das exigências primárias da natureza ou na sombra das grandes tribulações em que a inconformidade os compele a se tornarem francamente infelizes. Imperioso, porém, pensar naqueles outros companheiros da humanidade que a vida situou em outros setores.

Não é a face externa da criatura que lhe determina o grau da necessidade espiritual.

Dói-nos ver as mãos que se nos estendem nas ruas, à cata de pão; no entanto, será justo, igualmente, compreender os obstáculos daqueles que se esfalfam em serviço para que haja pão, tanto quanto possível, à mesa de todos.

Aflige-nos registrar os empeços do amigo em profissão singela, cujo salário não lhe satisfaz a todos os requisitos da vida simples, mas não nos será lícito esquecer os óbices daqueles que se atormentam na orientação da oficina para que o trabalho não se perturbe ou escasseie.

Magoa-nos surpreender irmãos diversos, acomodados nos palheiros humildes que lhes servem de residência; contudo, não podemos desconhecer os impedimentos daqueles outros que encanecem nas administrações, construindo caminhos ao progresso e traçando horizontes ao reconforto geral.

Sensibiliza- nos o martírio das mães que vagueiam nas vias públicas à busca de socorro para filhinhos padecentes; entretanto, seria injusto desconsiderar o sofrimento daquelas outras que se aniquilam, pouco a pouco, dentro de casa, em posição de incessante sacrifício, para sustentarem os descendentes, de modo a que a dignidade humana possa honrosamente sobreviver.

*

Reflitamos no conjunto dos problemas humanos e a ninguém deserdemos da verdade e do amor, de vez que em qualquer situação pertencemos todos a Deus e, segundo as nossas necessidades, é natural que Deus nos atenda a cada um.

(Do livro "Na era do Espírito", de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos Diversos)

Sábado, 11 de Julho de 2009

PARASITOSE MENTAL


Avançando em nossos ligeiros apontamentos acerca da obsessão, cremos seja de nosso interesse apreciar o vampirismo, ainda mesmo superficialmente, para figurá-lo como sendo inquietante fenômeno de parasitose mental.

Sabemos que a parasitogenia abarca em si todas as ocorrências fisiopatológicas, dentro das quais os organismos vivos, quando negligenciados ou desnutridos, se habilitam à hospedagem e à reprodução dos helmintos e dos ácaros que escravizam homens e animais.

Não ignoramos também que o parasitismo pode ser externo ou interno.

Nas manifestações do primeiro, temos o assalto de elementos carnívoros, como por exemplo as variadas espécies do aracnídeo acarino sobre o campo epidérmico e, nas expressões do segundo, encontramos a infestação de elementos saprófagos, como, por exemplo, as diversas classes de platielmíntios, em que se destacam os cestóides no equipamento intestinal.

E, para evitar as múltiplas formas de degradação orgânica, que o parasitismo impõe às suas vítimas, mobiliza o homem largamente os vermífugos, as pastas sulfuradas, as loções mercuriais, o pó de estafiságria e recursos outros, suscetíveis de atenuar-lhe os efeitos e extinguir-lhe as causas.

No vampirismo, devemos considerar igualmente os fatores externos e internos, compreendendo, porém, que, na esfera da alma, os primeiros dependem dos segundos, porquanto não há influenciação exterior deprimente para a criatura, quando a própria criatura não se deprime.

É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania e à loucura, à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência, tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinqüência, desânimo e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patogênicos indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte.

Imprescindível, assim, viver em guarda contra as idéias fixas, opressivas ou aviltantes, que estabelecem, ao redor de nós, maiores ou menores perturbações, sentenciando-nos à vala comum da frustração.

Toda forma de vampirismo está vinculada à mente deficitária, ociosa ou inerte, que se rende, desajustada, às sugestões inferiores que a exploram sem defensiva.

Usemos, desse modo, na garantia de nossa higiene mento-psíquica, os antissépticos do Evangelho.

Bondade para com todos, trabalho incansável no bem, otimismo operante, dever irrepreensivelmente cumprido, sinceridade, boa-vontade, esquecimento integral das ofensas recebidas e fraternidade simples e pura, constituem sustentáculo de nossa saúde espiritual.

— «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei» recomendou o Divino Mestre.
— «Caminhai como filhos da luz» — ensinou o apóstolo da gentilidade.

Procurando, pois, o Senhor e aqueles que o seguem valorosamente, pela reta conduta de cristãos leais ao Cristo, vacinemos nossas almas contra as flagelações externas ou internas da parasitose mental.

Dias da Cruz


Fonte:
Do livro "INSTRUÇÕES PSICOFÔNICAS", psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier), pelo espírito Dias da Cruz, edição FEB.

Senhor


Enquanto lá fora o desespero caminha e a amargura dizima, eu quero lhe dizer que lhe ofereço um banquete ao amor. Eu gostaria Senhor, de ser a chuva generosa que caísse na terra porosa e reverdecesse o chão, mas como não vou conseguir, eu lhe quero pedir, para ser um copo de água fria, matando a sede e a agonia de quem anda na desesperação. Eu gostaria de ser como a Via Láctea de estrelas, para que as noites da Terra fossem mais belas, mas como não conseguirei, eu lhe pedirei para ser um pirilampo na noite escura, iluminando a amargura de quem anda na escuridão. Eu queria ser um jardim de flores, de todas as cores, para embelezar a Terra, mas na dor que minha alma encerra, se eu não puder ser um jardim, deixa-me ser uma rosa solitária na fresta da montanha, colocando beleza no sublime altar da natureza. Eu gostaria de ser a montanha altaneira para, do alto, abençoar a Terra inteira, mas como não lograrei, eu te rogarei para ser uma pedra pavimentando o chão, por onde marche o herói na conquista da amplidão. Eu gostaria de ser uma escada para elevar o triunfador ao seu nobre fanal, mas na minha pequenez, eu lhe peço desta vez, para ser apenas o primeiro degrau, eu gostaria de ser um trigal maduro para repletar de pão a mesa da Humanidade, mas se é demasiado para mim, então eu lhe peço para ser um grão que, caindo no chão, me multiplique num milhão e me transforme em pão para a sociedade. Eu gostaria de ser um pomar de frutos maduros para diminuir a fome e a estesia da criatura em agonia, mas lhe venho pedir para ser uma árvore com galhos projetando sombra na estrada para que, quando alguém passar de mansinho pelo meu caminho, eu lhe possa dizer olá, e se ele se voltar para me inquerir: que é isto? eu lhe possa contestar: sou teu irmão, dê-me tua mão, sou teu amigo, irei contigo e, lado a lado, eu possa lhe dizer: Senhor, eu gostaria de ser esteta, artista, trovador, musicista, orador, poeta, para falar da magia e da beleza da Tua glória, mas como nada sou, me falta o verbo e a mestria, deixa-me ser o companheiro da criatura deserdada que segue caminhando na estrada da alucinação e dando-lhe a mão de sustento lhe dizer: Senhor, muito obrigado porque nasci, obrigado por crer em Ti, pelo Teu amor, obrigado, Senhor!

Maria Dolores

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

HEREDITARIEDADE MORAL - 3ª PARTE- Final


Algo semelhante ocorre em relação à vocação, ponta visível de nosso universo íntimo, sem subordinação a fatores hereditários ou ambientes.

Desde a mais tenra infância a criança revela tendências e habilidades relacionadas com determinada atividade que, não raro, surpreendem os adultos.

Se houvesse uma escola para os pais uma disciplina seria indispensável: como ajudar os filhos a seguir suas inclinações, no indispensável casamento entre vocação e profissão.

Quando isto não ocorre, temos verdadeiros desastres:

Maus médicos que seriam excelentes fazendeiros.

Maus advogados que seriam ótimos músicos.

Maus administradores que se dariam bem melhor como operários.

Diz Gibran Khalil Gibran, em "O Profeta":

Vossos filhos não são vossos filhos.

São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.

Eles vem através de vós mas não são de vós.

E embora convivam convosco, não vos pertencem.

Jesus diz algo semelhante no famoso diálogo com Nicodemos, quando proclama:

O Espírito sopra onde quer; tu lhe ouves a voz, mas ignoras donde ele vem e para onde vai...

Os dois textos aplicam-se à concepção reencarnacionista, dando-nos conta de que os filhos trazem suas próprias aptidões e senso moral.

Podemos e devemos auxiliá-los a desenvolver para o Bem esses valores. Para isso estão juntos de nós.

Consideremos, contudo, que chegará o momento em que seguirão seus caminhos. Então, aprenderão com seus próprios erros e crescerão com seus próprios acertos.

(De "Quem tem medo dos Espíritos?", de Richard Simonetti)

HEREDITARIEDADE MORAL - 2ª PARTE



Por isso os filhos revelam suas próprias características, eminentemente pessoais, sua maneira de ser, não raro em oposição ao lugar em que vivem e aos estímulos que recebem.

A melhor demonstração disso está no próprio lar.

Numa família de cinco filhos, com os mesmos pais, o mesmo ambiente, os mesmos cuidados, sob as mesmas condições, são todos diferentes entre si, como os dedos da mão.

Há um carinhoso; outro que é muito agressivo.

Há o que não gosta de mentir; outro que se destaca por ser amigo do engodo.

Há o fascinado por sons estridentes; outro que prefere música suave.

Há o ávido por aventuras amorosas; outro extremamente comedido no relacionamento afetivo.

Entre pais e filhos, a mesma antítese.

Exemplo marcante: Marco Aurélio e Cômodo.

Marco Aurélio, o mais virtuoso e sábio dos imperadores romanos, imortalizado por seu amor à filosofia e às letras.

Cômodo, seu filho, teria passado anônimo pela História, não fora o lamentável destaque para sua crueldade e devassidão.

A moral, portanto é a carteira de identidade do Espírito, dando-nos conta de que ele é filho de si mesmo, de seus patrimônios íntimos, de suas experiências pretéritas, revelando-nos o estágio de evolução em que se encontra.

***

Noutro dia, referindo-se a uma família onde pais e filhos têm comportamento imoral, sempre dispostos a lesar o semelhante, um amigo comentava:

- É tudo farinha do mesmo saco.

Realmente, isto pode acontecer, não por herança moral ou mera influência ambiente, mas por afinidade.

Uma família de bandidos é constituída por Espíritos que tem essa tendência.

Uma família de gente honesta e digna integra Espíritos do mesmo porte.

Há, ainda, a "ovelha negra", um filho degenerado, de comportamento inconsequente e vicioso, no seio de uma família ajustada. Espírito atrasado que foi acolhido com o propósito de ser ajudado em seu aprendizado.

O inverso também acontece: uma "ovelha branca" entre marginais. Espírito evoluído numa tarefa sacrificial em favor dos familiares.

***

Continua....

(De "Quem tem medo dos Espíritos?", de Richard Simonetti)