quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Joana D'arc


Seguindo a sugestão da minha amiga Adriana, pesquisei sobre à reencarnação de Joana D'arc e achei que em reencarnação anterior viveu na Palestina como Judas Iscariotes:
Judas Iscariotes foi um dos doze apóstolos de Jesus na Palestina. Viveu no séc. I d.C. e lutou contra a dominação Romana que fazia o povo de Israel sofrer com impostos e trabalhos forçados. Judas uniu-se com Jesus e teve Dele o cargo de Tesoureiro. Judas não conseguia entender como um salvador tão esperado, era tão calmo e pacífico como Jesus. Como os Judeus seriam salvos de um povo pagão, por um messias que falava por parábolas e dizia que o reino Dele não era desse mundo? Como um carpinteiro pobre, sem conhecidos importantes, receberia o título de Salvador dos Judeus? Como um homem que só pregava e via-se na companhia de mendigos e prostitutas poderia ser Rei?
Jesus falava em guerra, mas não batia em ninguém. Para Judas, Jesus era uma pessoa muito pacífica para a liderança de um exército; um homem sem maldade e sem ganância, não poderia salvar o povo Judeu de Roma.
Judas conversou muito com seu amigo Tiago, e não esclarecia de tantas dúvidas que tinha sobre o comportamento de Jesus. Movido por idéias políticas, Judas resolveu tirar Jesus de seu caminho para que pudesse liderar uma revolução armada contra os Romanos. Ele falou pessoalmente com Caifás, que aproveitando da ingenuidade do ambicioso tesoureiro de Jesus, seduziu-lhe dizendo que estava fazendo a coisa certa, livrando o sofrido povo Judeu de um messias falso. Caifás agiu por política e deixou a filosofia religiosa de lado quando decidiu condenar Jesus para não perder a opinião pública e garantir o seu mais alto posto no Sinédrio. Caifás torna-se responsável pela condenação de Jesus, não Judas.
Jesus tinha sido condenado e estava morrendo na cruz. Sentindo-se muito arrependido por se achar culpado, e por ter recebido como recompensa, trinta moedas de prata (valor dado por um escravo Judeu).
Quando perdido, jogou as moedas de prata e implorou perdão a Deus por ter feito tal atrocidade com Jesus. Judas arrependeu-se elevando o Santíssimo, e a única maneira de acabar com a dor, que sentia lhe rasgando o coração, era o suicídio. Judas pegou uma corda amarrou em seu pescoço, foi até uma amendoeira, que ficava próximo a um despenhadeiro, atirou-se e morreu implorando perdão a Deus. Judas sofreu durante pouco tempo no vale dos suicidas sendo visitado por Jesus. Judas obteve a oportunidade de reencarnar diversas vezes na Terra e a sua última reencarnação foi como Joana d'Arc, a ultima prova que Judas passaria para chegar ao Altíssimo.
Judas agora reencarna como Joana d'Arc, depois de várias reencarnações, uma camponesa pobre que viveu numa casinha humilde no interior da França, precisamente em uma aldeia denominada Domrémy, existente até hoje. Domrémy era uma aldeia que, quase como toda a França, sofria bastante com as guerras.
A situação na França não era muito favorável para os franceses. Era em plena Guerra dos Cem Anos. A Inglaterra liderado por Henrique V dominava vários territórios ao norte da França, e, duas organizações lutavam pelo poder da França: os Armagnacs liderados por Carlos VII, francês, e os Borgonheses liderados pelo temível Duque de Borgonha, francês, mas aliado para o lado dos Ingleses.
Joana d'Arc tinha uma amiga e seu nome era Hauviette. Hauviette representa uma infância pobre e sem instrução educacional. Joana d'Arc era católica e rezava sempre na capela de São Remígio.
Quando tinha treze anos, ela começou a ter visões de São Miguel que falava-lhe sobre umas novas aparições, as de Santa Catarina e Santa Margarida que viriam em nome de Deus para cumprirem uma missão. Joana ficou anos tendo visões, mas um dia as Santas deram-lhe a ordem para que ela fosse lutar contra os ingleses e que ela levasse o Delfim Carlos VII de Valois à sua dita sagração em Reims. Joana ficou perdida sem saber o que fazer, mas decidiu, que por ordem de Deus, ela faria qualquer coisa. As Santas pediram para que ela fosse falar com um Capitão em Vancoulers, sem dizer como ele era fisicamente. Joana d'Arc, com muita fé, foi até o Capitão Roberto de Baudricourt e pediu-lhe para parar as tropas e que a levasse para Órleans onde iria ganhar a batalha. Órleans era a cidade mais importante para os Ingleses, lá eles cobravam mais altos impostos. O Capitão Roberto de Baudricourt ficou impressionado como aquela rapariga e se perguntava: "Como conseguistes entrar em meu castelo sem que ninguém a percebesse?". Ele não acreditou na conversa de Joana d'Arc e mandou que seus soldados a levassem para casa.
As vozes das Santas pararam de aparecer para a camponesa. Joana d'Arc insistia em invadir Paris. Com muito esforço e dedicação Joana consegue reunir soldados para o levante armado em Paris. Joana d'Arc é derrotada na batalha pelo Duque de Borgonha. Joana pediu ajuda para várias cidades, mas todas estavam pobres. Em Lagny Joana ressuscitou uma criança que tinha acabado de falecer.
Ao voltar para o castelo, Carlos decidiu não mais ajudar a menina em suas cruzadas. Ele dizia que era muito arriscado tomar Paris e que o Duque era muito perigoso. Houve boatos que o Duque de Borgonha organizava-se para invadir Champange novamente. Joana d'Arc sabendo do risco que corria aquela cidade, decidiu ajuda-la. Pediu homens ao rei. Carlos VII negou o pedido e disse que mandaria homens para ajuda-la em breve mas não naquele momento. As Santas voltavam a aparecer e diziam que ela iria ser capturada antes do dia de São João. A camponesa parte com seu pelotão para a praça de Champange. Todos pediram para que Joana esperasse o reforço prometido por Carlos. Mas Joana sabendo que o seu reforço não chegaria nunca, decidiu dar ordem de invasão para seus soldados. Nesse momento eles foram surpreendidos pelo exército do Duque. Foi um massacre. O Duque venceu facilmente, e ainda, capturou Joana d'Arc. Não demorou muito para que a Santa Inquisição oferecesse-lhe uma recompensa pela pele de Joana.
Bispo Pedro de Cauchon comprou a menina de Domrémy por vinte mil libras. Joana d'Arc estava nas mãos da Santa Inquisição Católica. De heroína passou a ser vilã. Seu julgamento foi uma farsa, Pedro queria garantir seu cargo na Igreja e aumentar sua popularidade perante o povo Católico. Joana d'Arc respondeu todas as perguntas com uma sabedoria surpreendente, sem demonstrar, em nenhum momento, que era culpada por algum crime que a acusaram.
Ela foi injustamente condenada por bruxaria, heresia e por blasfêmia. Sendo considerada bruxa ela foi levada para a fogueira onde queimou e sofreu seus últimos instantes na Terra. Ao desencarnar ela encontrou com Santa Catarina e Santa Margarida que lhe disseram que Jesus estava pela sua espera há muito tempo.
Obs. O processo de Joana foi revisado, anos depois, dando causa vencida para a camponesa. Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pela Igreja Católica.

3 comentários:

Adriana disse...

Maravilhoso, Baby!!! Adorei!!! Não pensei que vc colocaria esse tema aqui tão rápido, hehe, muito bom mesmo. Que história fantástica, não é? Uma lição e tanto...

Essa figura que vc colocou lembrou-me que, de fato, Léon Denis escreveu um livro falando sobre Joana d'Arc, inclusive, no meu blog eu coloquei na seção de sites espíritas os links de dois sites onde pode-se fazer downloads de livros espíritas grátis e neles vc pode encontrar esse livro para baixar, fica aqui a dica, se vc se interessar. Vou ver se pego. Do Léon Denis eu baixei o "Depois da Morte", não sei se vc conhece, é excelente, até selecionei uns textos para colocar no meu blog...

Beijinhos! ;)

Adriana

Du disse...

Joana D'Arc...Que história linda e tão triste...
Quando assisti o filme sobre ela, eu chorei tanto!

Beijos Baby querida, obrigada por esse texto fantástico, adorei mesmo!

REFLEXÕES DIÁRIAS disse...

Esta afirmação de que Joana d´Arc foi a ultima reencarnação do Espírito de Judas não tem apoio nem nos meios espíritas oficiais. Os grandes expoentes do espiritismo como o próprio Leon Denis, cujo o livro é mostrado na capa afirma isto. Nem tampouco a Vida de joana d´Arc ditada por ela mesmo cita esta reencarnação anterior. As semelhanças entre o processo de Joana e Jesus, ambos condenados pelo poder político e religioso unidos é que deram esperança pra essa suposição.